Paixão por um Gol Bx. Já viu? - Motores Mania

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24/07/2018

Paixão por um Gol Bx. Já viu?




Galera do Motores Mania. Aqui está um pouco da história do Daniel e seu gol Bx. E o melhor de
 tudo, com suas próprias mãos ele conta um pouco pra vocês sobre essa interessante paixão

Minha história com o Gol BX
Olá galera que acompanha o Motores Mania, meu nome é Daniel Yoiti, tenho 29 anos e sou (um feliz) proprietário de um Volkswagen Gol  S  ano 1983. Desde moleque sempre fui fascinado pelos motores boxer refrigerados a ar, da linha Volkswagen, paixão que herdei de meu pai, quando tive a oportunidade de comprar meu primeiro carro, não tive duvidas na hora de comprar meu primeiro carro, seria um VW “air cooled”, a escolha do Gol BX foi obvia, por conta dos preços dos Volkswagen TL e afinal, foi em um Gol BX que meu pai me ensinou a dirigir (escondido de minha mãe) em um Gol ”batedeira” (apelido popular, devido ao seu barulho). Uma curiosidade sobre esse carro, na verdade, quando muitos se referem ao Gol equipado com motores “air cooled” como BX, mas a versão BX, saiu apenas em 84 e 85, como versões “pé de boi” do Gol, que conviviam com outras versões (“S” e “LS”) equipadas com motores de refrigeração líquida, os MD270 e p GT com motor AP, sendo as versões “L”,“S”, “LS” (entre 1980 a 1983 e o Copa de 1982 ainda eram equipadas com o motor do fusquinha.
“Mas com tantas versões do Gol, porque escolher justo a com motor mais “fraco”?” Você deve estar se perguntando caro leitor. Simples, quero montar um projeto fora da caixa. Nada contra o motor AP e seus seguidores, afinal é o motor mais popular no mundo da preparação, graças a facilidade de achar peças de reposição e preparação aqui e preparadores conseguem extrair potências absurdas para um motor de 4 cilindros. Mas vamos falar do motor que equipa meu carro, a escolha da VW na escolha desse motor nos primeiros anos do Gol, foi devido à demanda, ou a falta de demanda em motores MD270, ou AP “bielinha” dos Passat, afinal o Gol teria um maior volume de fabricação e vendas. O motor oriundo do Fusca teve que ter algumas adaptações para ser instalado na frente do Gol (que foi o único Volkswagen de produção a ter o motor dianteiro e tração dianteira) e foi o motor que foi um dos mais fracos em nível de potência de toda história do Gol, olhando pelo lado racional, em meu proposito de montar meu carro para uso misto (carro de final de semana e de pista) não foi uma boa idéia, claro que se formos olhar superficialmente, números absolutos, claro que não foi uma boa.

Mas como falei anteriormente, sou entusiasta de motores VW refrigerados a ar e claro, vou explicar as razões técnicas para gostar tanto desse motores, primeiro esse motor teve origem  na segunda guerra mundial, quando Ferdinand Porsche foi escolhido por Adolf Hitler para projetar um veículo de guerra e posteriormente um veículo de uso civil para massas, com mecânica simples e confiável (divisão Afrika Corps, mandou lembranças), que deu origem ao motor do primeiro Fusca, basicamente 4 cilindros de cilindros opostos, feito em ligas de alumínio e magnésio, comando no bloco, 8 válvulas operadas por varetas, sem corrente de comando ou correias. Suas simplicidade acabou caindo nas graças do povo, porem por conta da refrigeração, feita através do ar, sua taxa de compressão era bem conservadora, por isso sua potência especifica ser tão baixa, porem, motor fraco não necessariamente significa que não seja um motor esperto, vamos pegar como base informações que peguei do site Carros na Web, a potencia era de 51 cv com pico em 4.400 RPM e 11.1 kgfm com pico em 3.300 RPM, apesar de ter dado 58 cv na roda no dinamômetro, enfim, o torque aparece bem cedo e é a característica que mais gosto dele, fora que tem a vantagem de todo motor Boxer, ter uma excelente distribuição de peso entre o lado esquerdo direito e esquerdo caro e baixar o centro de gravidade do mesmo e em especial o fato desse motor ter um projeto simples e usar matérias mais leves que o ferro fundido no bloco e cabeçotes, ele é cerca de 20 e 30 quilos mais leve que o motor AP, contribuindo para a melhor dinâmica do carro em curvas (montarei  o carro para pista, lembram). Fato que pude comprovar quando participei no primeiro Hot Lap Limeira, na ocasião foi minha primeira vez na pista, para quem não conhece este evento é organizado pelo grande Fábio Machado, na cidade do interior de São Paulo, dentro de um kartódromo bem bacana, como gosto de pistas travadas, me diverti muito, fiquei longe de fazer o melhor  tempo, porem fiquei entro um Chevette e um Fusca, porem ambos com motores turbo e o meu carro “originalzinho”, bom... mais ou menos, estava com rodas BBS aro 14, pneus mais largos que os de fabrica de medida 185/60 R14, filtros esportivos e uma modificação que me ajudou muito, os bancos Recaros.

Que muitos equipam seus carros visando conforto e beleza, mas no meu caso, me “segurou” bem nas curvas, fazendo com que me preocupasse menos em segurar meu corpo e mais na tocada.
Em breve pretendo voltar a correr depois de 3 anos com meu “Juicer Wallita” parado (apelido dado, afinal era um Gol “batedeira” e fui equipado até ele evoluir e virar um Juicer Wallita) por conta de uma colisão na traseira do veículo. Agora equipado com suspensão preparada pela TAG amortecedores especiais e freios dianteiros com discos ventilados. Bom, vamos ver qual será meu tempo quando for lá novamente.
Por mais que as pessoas digam mal do meu carro, das escolhas que fiz no projeto dele, sigo em frente, quero montar algo único, não pretendo trocar de carro e nem recorrer a swap de motor, montarei futuramente um motor aspirado inspirado nos motor dos fuscas da Speed 1600, sem apelar pra kit Stroker (aumentar a cilindrada) e nem indução forçada (turbo ou compressor mecânico), nem quero potencia absurda, por questões como dirigibilidade na rua, consumo, durabilidade e o mais importante, não sou piloto Super Trunfo (termo usado muito pelo Juliano Barata do Flatout) não preciso de mais de 120cv pra me divertir, quero apenas um carro bom de chão e equilibrado e quero um projeto diferenciado, pensado fora do senso comum.

E torço pra que pessoas pensem como eu, montem um projeto incomum pra pista e não se apeguem a números de ficha técnica.
Abraços, até a próxima e lembre-se, lugar de acelerar é na pista.

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