Sonho do pai, o Fusca do filho - Motores Mania

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11/07/2017

Sonho do pai, o Fusca do filho


      Exatamente no ano que o mundo descobria a corrupção norte-americana que culminaria na renúncia do presidente Richard Nixon, apreciava o lançamento de Acabou Chorare, um dos maiores discos da MPB, e aguardava o grande lançamento do aclamado filme O Poderoso Chefão, nascia em alguma fábrica da Volkswagem o Fusca que hoje desfila nos braços do paulistano Halan Almeida.
            Sendo o segundo dono do carro, Almeida não pôde acompanhar o tumultuado ano de 1972 junto ao recém-nascido Fusca Azul que hoje faz sucesso nos portões escolares. Apesar de nascer em um ano agitado, o carro amargou o esquecimento durante 22 anos em uma garagem mal iluminada.
            Sujo, batido e enferrujado, foi assim que Almeida se apaixonou pelo automóvel. “Foi uma jornada dura para fazer a restauração, eu fiz todo o nivelamento pelo Martelinho de Ouro e um amigo me ajudou com a funilaria”, diz. Distante um quilômetro da oficina, estava muito penoso levar diariamente o pobre Fusca para caminhar, foi então que resolveu transformar a própria garagem em oficina mecânica. “Um lugar apertado, mas que sobrava dedicação, força e luta”, conta Almeida.


            O desmonte do carro foi completo: portas, capô, tampa do motor, tudo teve que ser removido. Além das peças, o telhado da garagem também foi embora, tudo com o objetivo de “curar” o velho Fusca. “Teve um dia que não tinha lugar para dormir, mas o meu objetivo era apenas terminar esse Fusca”, desabafa.
            A carroceria era o último e maior problema da restauração. Foi quando um amigo disse que havia uma funilaria que poderia ser usada em Santo André, ainda na grande São Paulo. Só havia uma condição: o trabalho deveria ser finalizado em apenas um dia. Halan chegou às 16h 40 na oficina e só saiu de lá às 08h do outro dia. Deixou Santo André com o Fusca reformado, o carro que era sonho de seu pai, já falecido, e que hoje está eternizado no Fusca 1972 Azul Pavão.









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